Tudo sobre terapia de testosterona
A testosterona é a principal hormona sexual masculina, responsável pela massa muscular, distribuição de gordura, produção de glóbulos vermelhos, libido e bem-estar geral. A deficiência de testosterona (hipogonadismo) afeta cerca de 2-6% dos homens e torna-se mais comum com a idade: os níveis de testosterona diminuem naturalmente cerca de 1-2% por ano a partir dos 30 anos.
Sintomas de testosterona baixa
Os sintomas podem ser subtis e desenvolver-se gradualmente: fadiga persistente , diminuição da libido e da função erétil, perda de massa e força muscular, aumento da gordura corporal (especialmente abdominal), alterações de humor (irritabilidade, depressão), dificuldade de concentração, diminuição da densidade óssea e redução da pilosidade corporal.
Muitos destes sintomas são inespecíficos, pelo que o diagnóstico requer confirmação laboratorial.
Diagnóstico
O diagnóstico de hipogonadismo requer duas medições de testosterona total realizadas de manhã (quando os níveis são mais altos), com valores consistentemente abaixo do limite inferior normal. São também avaliados LH, FSH, prolactina e SHBG para determinar se o hipogonadismo é primário (testicular) ou secundário (hipofisário).
Opções de tratamento
A terapia de reposição de testosterona (TRT) está disponível em várias formas:
- Géis tópicos (Testogel, Androgel) — aplicação diária no ombro ou abdómen, níveis estáveis
- Injeções intramusculares (Nebido, Sustanon) — administração a cada 2-12 semanas conforme a formulação
- Adesivos transdérmicos — aplicação diária, alternativa aos géis
Monitorização
A TRT requer acompanhamento médico regular com análises ao hemograma (risco de policitemia), PSA (rastreio prostático), perfil lipídico e níveis de testosterona. A frequência recomendada é a cada 3-6 meses no primeiro ano e depois anualmente.


