Amlodipina
Amlodipina é um bloqueador dos canais de cálcio de longa duração de ação utilizado no tratamento da hipertensão arterial e da angina de peito estável.
Administrada uma vez por dia, controla a tensão arterial de forma consistente ao longo de 24 horas.
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Informação médica importante
Esta informação tem carácter educativo e não substitui a consulta médica. A amlodipina é um medicamento sujeito a receita médica em Portugal, regulado pelo INFARMED.
Não interrompa o tratamento sem indicação médica, a suspensão abrupta de anti-hipertensores pode causar subida rápida da tensão arterial.
- Em caso de dor no peito intensa, dificuldade respiratória ou suspeita de enfarte do miocárdio, ligue imediatamente para o 112.
- Para dúvidas sobre o seu tratamento, contacte o SNS 24: 808 24 24 24.
- Monitorize regularmente a tensão arterial conforme indicado pelo seu médico.
O que é a amlodipina?
A amlodipina é um bloqueador dos canais de cálcio do tipo di-hidropiridínico , um dos medicamentos anti-hipertensores mais amplamente utilizados no mundo.
Em Portugal, está disponível em comprimidos de 5 mg e 10 mg de múltiplos fabricantes, tanto como medicamento de marca como sob forma de genérico.
A amlodipina pertence à classe das di-hidropiridinas de terceira geração, com perfil farmacocinético de absorção lenta e semivida de eliminação extremamente longa (35-50 horas), o que é clinicamente vantajoso pois:
- Permite administração uma vez ao dia com efeito estável
- Minimiza as flutuações da tensão arterial ao longo do dia
- Reduz o risco de efeito de pico (flushing, cefaleias, hipotensão) comparativamente a bloqueadores dos canais de cálcio de ação curta
- A paragem acidental de uma dose tem menor impacto clínico agudo
Estudos de referência como o ALLHAT e o ASCOT demonstraram que a amlodipina é pelo menos tão eficaz como outros anti-hipertensores na redução da tensão arterial e na prevenção de eventos cardiovasculares, incluindo acidente vascular cerebral (AVC) e enfarte do miocárdio.
Como funciona a amlodipina, mecanismo de ação
A amlodipina atua bloqueando seletivamente os canais de cálcio dependentes de voltagem do tipo L nas células musculares lisas vasculares e nos cardiomiócitos.
O cálcio intracelular é o principal mediador da contração muscular vascular. Ao bloquear a entrada de cálcio nas células musculares lisas das artérias e arteríolas:
- Ocorre vasodilatação periférica, redução da resistência vascular sistémica, levando à descida da tensão arterial
- Ocorre vasodilatação coronária, melhoria do fluxo sanguíneo para o miocárdio, aliviando a angina de peito
Diferentemente dos bloqueadores dos canais de cálcio não di-hidropiridínicos (verapamilo, diltiazem), a amlodipina tem seletividade vascular muito superior ao efeito cardíaco direto.
Por isso, não deprime significativamente a condução AV nem a contratilidade cardíaca nas doses terapêuticas habituais, o que representa uma vantagem em doentes com disfunção ventricular esquerda ou perturbações da condução cardíaca.
Indicações terapêuticas da amlodipina
Hipertensão arterial
A amlodipina está aprovada para o tratamento da hipertensão arterial (tensão arterial sistólica persistentemente superior a 140 mmHg e/ou diastólica superior a 90 mmHg). Pode ser utilizada em monoterapia ou em associação com outros anti-hipertensores:
- Bloqueadores dos recetores da angiotensina II (ARA II), como olmesartan, valsartan, irbesartan
- Inibidores da ECA (IECA), como ramipril, perindopril, enalapril
- Diuréticos tiazídicos (indapamida, hidroclorotiazida)
As associações fixas de amlodipina com um IECA ou ARA II são frequentes em Portugal, melhorando a adesão terapêutica ao reduzir o número de comprimidos por dia.
Angina de peito crónica estável
A amlodipina é eficaz no tratamento da angina de peito estável (angina de esforço), reduzindo a frequência e a intensidade das crises anginosas. Melhora a tolerância ao exercício e reduz a necessidade de nitratos de ação rápida.
Angina vasospástica (angina de Prinzmetal)
A amlodipina está também indicada no tratamento da angina vasospástica, uma forma de angina causada por espasmo das artérias coronárias (não por placa aterosclerótica obstrutiva).
Posologia e modo de administração
Hipertensão arterial
- Adultos: dose inicial habitual de 5 mg uma vez por dia; pode aumentar-se para 10 mg/dia após 7-14 dias se o controlo tensional for inadequado
- Idosos: iniciar com 2,5 mg/dia; aumentar com precaução
- Insuficiência hepática: iniciar com 2,5 mg/dia
- Crianças e adolescentes (6-17 anos): 2,5 mg a 5 mg uma vez por dia
Angina de peito
- Adultos: 5 a 10 mg uma vez por dia
A amlodipina pode ser tomada com ou sem alimentos. É recomendada a administração à mesma hora todos os dias. A amlodipina pode ser tomada com ou sem alimentos. Os comprimidos devem ser engolidos inteiros com água.
Contraindicações
- Hipersensibilidade à amlodipina, a outras di-hidropiridinas ou a qualquer excipiente
- Hipotensão grave (tensão arterial sistólica inferior a 90 mmHg)
- Choque cardiogénico
- Estenose aórtica grave
- Angina instável (exceto angina de Prinzmetal)
Efeitos secundários da amlodipina
Efeitos muito frequentes
- Edema periférico (principalmente dos tornozelos e pés), o mais comum; deve-se à vasodilatação capilar e não a retenção de sódio; mais frequente em mulheres e com doses mais elevadas; geralmente não requer suspensão do medicamento mas pode limitar a tolerabilidade
Efeitos frequentes
- Cefaleia, especialmente no início do tratamento
- Rubor facial (flushing), sensação de calor
- Fadiga
- Náuseas, dor abdominal
- Tonturas
- Palpitações
- Sonolência
Efeitos infrequentes
- Hipotensão
- Dispneia
- Alterações do ritmo cardíaco (raramente)
- Hiperplasia gengival (com uso prolongado)
- Mialgia, câimbras
Interações medicamentosas
A amlodipina é metabolizada principalmente pelo citocromo P450 3A4 (CYP3A4). Interações farmacológicas relevantes incluem:
Medicamentos que aumentam os níveis de amlodipina
- Inibidores potentes do CYP3A4: claritromicina, cetoconazol, itraconazol, ritonavir e outros inibidores de protease do VIH
- Suco de toranja (grapefruit juice), evitar durante o tratamento
Medicamentos que reduzem os níveis de amlodipina
- Indutores do CYP3A4: rifampicina, carbamazepina, fenitoína, erva de São João (Hypericum perforatum)
Interações com efeito na tensão arterial
- Outros anti-hipertensores: efeito aditivo (pode ser desejado terapeuticamente ou causar hipotensão excessiva)
- Ciclosporina: a amlodipina pode aumentar os níveis de ciclosporina
- Tacrolimus: possível aumento dos níveis de tacrolimus
- Sinvastatina: a amlodipina pode aumentar os níveis de sinvastatina; dose máxima de sinvastatina de 20 mg/dia recomendada na presença de amlodipina
Uso em populações especiais
Gravidez
A amlodipina não está aprovada para uso durante a gravidez. A segurança na gravidez humana não foi estabelecida.
Anti-hipertensores alternativos com melhor perfil de segurança estabelecido na gravidez são habitualmente preferidos, como a alfametildopa, a labetalol e a nifedipina (em casos específicos).
Em caso de gravidez durante o tratamento com amlodipina, informe o médico imediatamente.
Aleitamento
Não se sabe se a amlodipina é excretada no leite materno em quantidades significativas. O aleitamento não é recomendado durante o tratamento.
Crianças e adolescentes
A amlodipina está aprovada para o tratamento da hipertensão em crianças a partir dos 6 anos de idade, na dose de 2,5 a 5 mg/dia. A experiência em crianças com menos de 6 anos é muito limitada.
Idosos
A amlodipina é amplamente utilizada em idosos. Recomenda-se iniciar com a dose mais baixa (2,5-5 mg) e aumentar com precaução, monitorizando a tensão arterial em posição ortostática para detetar hipotensão ortostática.
Monitorização e acompanhamento médico
- Monitorização regular da tensão arterial em casa e na consulta
- Avaliação do edema periférico e da tolerabilidade ao longo do tratamento
- Monitorização da frequência cardíaca e do ritmo cardíaco (ECG se clinicamente indicado)
- Avaliação anual da função renal e dos eletrólitos
- Rastreio cardiovascular regular conforme risco individual (perfil lipídico, glicemia, ECG)
- Vigilância de hiperplasia gengival em tratamentos prolongados, higiene oral rigorosa recomendada
Armazenamento e conservação
- Conservar abaixo de 30°C, em local seco e ao abrigo da luz
- Manter na embalagem original
- Manter fora do alcance das crianças
- Não utilizar após o prazo de validade
Alternativas terapêuticas
Para o tratamento da hipertensão arterial em Portugal, as alternativas à amlodipina incluem:
- Outros bloqueadores dos canais de cálcio di-hidropiridínicos: lercanidipina (menor edema periférico), felodipina, nifedipina de libertação prolongada
- Inibidores da ECA: ramipril, perindopril, lisinopril, enalapril, primeira linha especialmente em diabéticos e doentes com proteinúria
- Bloqueadores dos recetores da angiotensina (ARA II): olmesartan, valsartan, losartan, irbesartan, boa tolerabilidade, sem tosse
- Diuréticos tiazídicos/tiazídicos-like: indapamida, hidroclorotiazida, frequentemente em combinação
- Betabloqueadores: bisoprolol, atenolol, metoprolol, principalmente em doentes com cardiopatia isquémica ou insuficiência cardíaca concomitante
Perguntas frequentes
Por que é que os meus tornozelos estão inchados com a amlodipina?
O edema dos tornozelos é o efeito secundário mais frequente da amlodipina, afetando até 10% dos doentes em doses de 5 mg e mais de 20% com 10 mg, especialmente em mulheres.
Resulta da vasodilatação capilar pela amlodipina, com passagem de líquido para os tecidos. Não indica doença cardíaca nem retenção de sódio.
Se for incomodativo, o médico pode ajustar a dose, adicionar um inibidor da ECA (que reduz o edema induzido pelas di-hidropiridinas) ou substituir por um bloqueador dos canais de cálcio com menor incidência de edema (lercanidipina).
Posso parar de tomar amlodipina subitamente?
Embora a amlodipina não provoque um "efeito de rebound" marcado como os betabloqueadores, não deve interromper o tratamento sem indicação médica.
A hipertensão não tratada aumenta o risco de AVC e enfarte. Se precisar de parar, fale com o seu médico.
A amlodipina pode ser tomada com o suco de toranja?
Não é recomendado. O suco de toranja (grapefruit) inibe o CYP3A4 intestinal e pode aumentar significativamente os níveis de amlodipina, potenciando os efeitos secundários. Evite consumir toranja ou suco de toranja durante o tratamento.
Referências e fontes
- INFARMED, Resumo das Características do Medicamento para amlodipina: www.infarmed.pt
- Direção-Geral da Saúde, Norma 020/2011 atualizada: tratamento da hipertensão arterial: www.dgs.pt
- SNS 24: 808 24 24 24
- European Society of Hypertension (ESH) / European Society of Cardiology (ESC), Guidelines 2023 para a gestão da hipertensão arterial
- ALLHAT Officers and Coordinators for the ALLHAT Collaborative Research Group. JAMA 2002; 288(23):2981-2997.
Informacao medica
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Posologia da amlodipina
- Hipertensão em adultos: 5 mg uma vez por dia; pode aumentar para 10 mg/dia após 7-14 dias
- Angina de peito em adultos: 5-10 mg uma vez por dia
- Idosos ou insuficiência hepática: iniciar com 2,5 mg/dia, aumentar com precaução
- Crianças 6-17 anos (hipertensão): 2,5-5 mg uma vez por dia
Tomar à mesma hora todos os dias, com ou sem alimentos. Não partir ou mastigar os comprimidos.
Efeitos secundarios e avisos
Efeitos secundários da amlodipina
Muito frequentes:
- Edema periférico (tornozelos, pés), vasodilatação capilar, não retenção de sódio
Frequentes:
- Cefaleia (especialmente no início)
- Rubor facial (flushing)
- Fadiga, tonturas
- Náuseas, dor abdominal
- Palpitações
Infrequentes/raros:
- Hipotensão
- Hiperplasia gengival (uso prolongado)
- Mialgia, câimbras
- Alterações do ritmo cardíaco
Advertências da amlodipina
- Não interromper abruptamente sem indicação médica
- Evitar suco de toranja, pode aumentar os níveis plasmáticos de amlodipina
- Hipotensão ortostática: cuidado ao levantar rapidamente, especialmente em idosos
- Insuficiência hepática: iniciar com dose mais baixa; metabolismo hepático reduzido
- Sinvastatina: não exceder 20 mg/dia de sinvastatina em doentes a tomar amlodipina
- Gravidez: informar o médico imediatamente se engravidar durante o tratamento
- Em caso de dor no peito intensa ou suspeita de enfarte: ligue 112
- SNS 24: 808 24 24 24 para orientação
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