Dymista
Dymista é um medicamento de combinação em spray nasal que associa propionato de fluticasona (corticosteroide nasal) com cloridrato de azelastina (anti-histamínico), formulado para o tratamento sintomático da rinite alérgica moderada a grave - sazonal e perene - quando o tratamento com anti-histamínico ou corticosteroide nasal isolados é insuficiente.
Esta combinação de dose fixa atua simultaneamente sobre múltiplos mediadores inflamatórios e alérgicos, proporcionando alívio mais rápido e completo dos sintomas nasais e oculares.
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O que é Dymista
Dymista é um medicamento em spray nasal de combinação, autorizado pelo Infarmed, Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I.P., indicado para o tratamento sintomático da rinite alérgica moderada a grave em adultos e adolescentes com 12 ou mais anos, quando o tratamento com anti-histamínico ou corticosteroide nasal em monoterapia não proporciona controlo sintomático adequado.
Cada dose do spray Dymista contém 137 microgramas de cloridrato de azelastina (equivalente a 125 microgramas de azelastina) e 50 microgramas de propionato de fluticasona.
Esta combinação de dose fixa representa uma evolução significativa no tratamento da rinite alérgica, uma das condições crónicas mais prevalentes em Portugal e na Europa, afetando entre 15% e 30% da população adulta portuguesa segundo dados do Programa Nacional para as Doenças Respiratórias (DGS).
A rinite alérgica, caracterizada por obstrução nasal, rinorreia, espirros, prurido nasal e frequentemente sintomas oculares (rinite alérgica associada a conjuntivite), compromete significativamente o sono, a produtividade laboral e a qualidade de vida.
O tratamento adequado é essencial para prevenir complicações como sinusite crónica, otite média e agravamento de asma coexistente.
Mecanismo de ação
Dymista combina dois princípios ativos com mecanismos de ação distintos e complementares:
- Propionato de fluticasona (corticosteroide nasal): Inibe múltiplos passos da cascata inflamatória alérgica, reduz a libertação de mediadores inflamatórios (histamina, leucotrienos, prostaglandinas, citocinas), diminui o recrutamento de eosinófilos e basófilos para a mucosa nasal, e suprime a inflamação da fase tardia da resposta alérgica. A acção anti-inflamatória é de início mais lento (dias a semanas de uso regular para efeito máximo), mas a sua presença no Dymista contribui para o controlo sustentado da inflamação de base.
- Cloridrato de azelastina (anti-histamínico de 2ª geração): Bloqueia os recetores H1 da histamina na mucosa nasal, reduzindo rapidamente espirros, prurido nasal e rinorreia serosa. A azelastina tem também propriedades anti-inflamatórias intrínsecas, incluindo inibição da libertação de leucotrienos e inibição da ativação de eosinófilos. O início de ação é rápido, o alívio dos sintomas pode ocorrer em 15 minutos após a aplicação.
Esta abordagem dual, alívio rápido pela azelastina, controlo inflamatório sustentado pela fluticasona, resulta numa eficácia superior à de cada componente individualmente, demonstrada em ensaios clínicos de fase III.
Estudos como o MP29-02 trial demonstraram superioridade do Dymista face ao spray nasal de fluticasona, ao spray nasal de azelastina e ao placebo em adultos e adolescentes com rinite alérgica moderada a grave.
Indicações terapêuticas
Dymista está indicado para:
- Rinite alérgica sazonal moderada a grave (polinose) em adultos e adolescentes a partir dos 12 anos, quando a monoterapia é insuficiente
- Rinite alérgica perene moderada a grave com sensibilização a ácaros do pó, pelos de animais, fungos ou outros alérgenos perenes, em adultos e adolescentes a partir dos 12 anos
A rinite alérgica sazonal em Portugal ocorre tipicamente na primavera (gramíneas, oliveira, parietária) e outono-inverno (fungos). A rinite perene é maioritariamente causada por sensibilização a ácaros do pó doméstico (Dermatophagoides pteronyssinus, D. farinae) e pelos de animais de estimação.
O Dymista é considerado uma terapêutica de segunda linha para doentes cujos sintomas não são adequadamente controlados por anti-histamínico oral ou corticosteroide nasal em monoterapia, em conformidade com as orientações europeias ARIA (Allergic Rhinitis and its Impact on Asthma).
Posologia e modo de administração
A posologia recomendada no RCM aprovado pelo Infarmed é:
- Adultos e adolescentes (a partir dos 12 anos): 1 pulverização em cada narina, 2 vezes por dia (manhã e noite)
- Dose total diária: 548 microgramas de azelastina e 200 microgramas de propionato de fluticasona
Técnica correta de utilização do spray nasal:
- Assoar o nariz suavemente antes da aplicação
- Agitar o frasco antes de cada utilização
- Inclinar ligeiramente a cabeça para a frente
- Introduzir a ponta do spray na narina, direcionando-a ligeiramente para fora (em direção à parede lateral da narina, não para o septo)
- Pulverizar enquanto inspira suavemente pelo nariz
- Respirar pela boca após a aplicação
- Repetir para a outra narina
Na primeira utilização ou após período prolongado sem uso, o frasco deve ser imprimado (bombear 6 vezes para o ar). Para períodos de mais de 7 dias sem uso, imprime novamente com 2 bombagens.
Duração do tratamento: Não deve exceder 6 meses sem reavaliação médica. Para uso sazonal, limitar ao período de exposição ao alérgeno. Em caso de rinite perene, a duração deve ser determinada pelo médico assistente.
Contraindicações
- Hipersensibilidade à azelastina, ao propionato de fluticasona ou a qualquer excipiente (incluindo benzalcônio, presente na formulação)
- Crianças com menos de 12 anos (ausência de dados de segurança e eficácia)
Precauções especiais (não contraindicações absolutas, mas uso com cuidado):
- Doentes com glaucoma de ângulo fechado ou hipertensão ocular, monitorização recomendada com uso prolongado de corticosteroides nasais
- Doentes com cataratas, risco teórico com uso muito prolongado de corticosteroides nasais em doses supraterapêuticas
- Doentes com tuberculose pulmonar ativa não tratada, a supressão imunitária local pode ser relevante
- Doentes com infeções nasais ou sinusites não tratadas, tratar a infeção antes de iniciar Dymista
Efeitos secundários
Muito frequentes (mais de 1 em 10 doentes):
- Disgeusia (sabor amargo ou desagradável na boca após a aplicação, característico da azelastina)
Frequentes (1 em 10 a 1 em 100 doentes):
- Epistaxe (sangramento nasal), geralmente ligeira e autolimitada
- Cefaleias
- Sonolência (efeito anti-histamínico, menos frequente com azelastina nasal do que oral)
Pouco frequentes ou raros:
- Irritação nasal, ardor, espirros após aplicação
- Candidose nasal ou faríngea (raro; risco menor do que com corticosteroides inalados)
- Perfuração do septo nasal (muito rara; associada a uso prolongado, técnica incorreta ou cirurgia nasal prévia)
- Supressão do eixo hipotálamo-hipofisário-adrenal (HHA), teórica com doses supraterapêuticas muito prolongadas; improvável nas doses aprovadas
- Reações alérgicas sistémicas (raras)
Em caso de epistaxe persistente, visão alterada ou qualquer efeito adverso grave, contactar o SNS 24 (808 24 24 24) ou o médico assistente. Em situações de emergência, ligar para o 112.
Interações medicamentosas
- Álcool e depressores do sistema nervoso central, potencial aumento da sedação residual pela azelastina, embora mínimo com formulação nasal
- Inibidores potentes do CYP3A4 (cetoconazol, ritonavir), podem aumentar as concentrações sistémicas de fluticasona, com risco teórico de supressão adrenal; evitar uso concomitante se possível
- Outros corticosteroides sistémicos, risco cumulativo de supressão adrenal
- Anti-histamínicos orais, duplicação da classe farmacológica; generalmente desnecessária a associação; pode aumentar a sedação
Populações especiais
Gravidez e aleitamento
A utilização de Dymista durante a gravidez não é recomendada salvo se o benefício para a mãe superar o risco potencial para o feto.
Em geral, os corticosteroides nasais em doses standard são considerados de baixo risco sistémico durante a gravidez, mas devem ser usados sob orientação médica.
Não se sabe se os componentes são excretados no leite materno; use com precaução durante o aleitamento. Consulte o médico para avaliação individualizada.
Crianças
Não autorizado para uso em menores de 12 anos. Para rinite alérgica em crianças, o médico de família ou alergologista deve indicar alternativas apropriadas para a faixa etária.
Doentes idosos
Não são necessários ajustes de dose. O perfil de segurança é comparável ao da população adulta geral. A sonolência residual, embora mínima, deve ser considerada em doentes que conduzem ou operam máquinas.
Monitorização médica
- Avaliação da resposta clínica após 2-4 semanas de tratamento
- Monitorização de epistaxe, em caso de sangramento nasal frequente ou abundante, suspender e consultar médico
- Em uso prolongado (mais de 6 meses), avaliação da função do eixo HHA em doentes de risco
- Avaliação da pressão intraocular em doentes com glaucoma ou predisposição para o mesmo, em uso prolongado
- Monitorização do crescimento em adolescentes em tratamento prolongado com corticosteroides
- Avaliação alergológica completa (testes cutâneos, IgE específica) para identificar o(s) alérgeno(s) causador(es) e considerar imunoterapia alergénica específica (vacina antialérgica) como tratamento de fundo
Armazenamento
- Conservar a temperatura inferior a 25°C
- Não refrigerar nem congelar
- Conservar na posição vertical, na embalagem original
- Manter fora do alcance e da vista das crianças
- Não usar após o prazo de validade indicado na embalagem
- Após abertura, usar dentro do prazo indicado pelo fabricante (geralmente 6 meses)
Alternativas terapêuticas
Para a rinite alérgica, o espectro de opções terapêuticas disponíveis em Portugal inclui:
- Anti-histamínicos orais de 2ª geração (cetirizina, loratadina, bilastina, rupatadina), eficazes nos sintomas nasais e oculares; primeira linha em rinite leve
- Corticosteroides nasais em monoterapia (mometasona, budesonido, beclometasona), primeira linha em rinite moderada a grave; efeito máximo ao fim de 1-2 semanas de uso regular
- Anti-histamínicos nasais em monoterapia (azelastina nasal), alívio rápido dos sintomas nasais; menos eficaz do que a combinação com corticosteroide
- Antagonistas dos recetores dos leucotrienos (montelucaste), alternativa ou adjuvante, especialmente em doentes com asma concomitante
- Descongestionantes nasais tópicos (oximetazolina, xilometazolina), apenas para uso de curta duração (máximo 3 dias) no alívio da obstrução; risco de rinite medicamentosa com uso prolongado
- Imunoterapia alergénica específica (ITA), sublingual ou subcutânea; único tratamento modificador da doença; indicada em rinite moderada a grave com sensibilização comprovada
Referências e fontes
- Infarmed, Resumo das Características do Medicamento de Dymista: infarmed.pt
- DGS, Programa Nacional para as Doenças Respiratórias: dgs.pt
- SNS 24, 808 24 24 24: sns24.gov.pt
- ARIA (Allergic Rhinitis and its Impact on Asthma), Guidelines 2016 e atualizações
- Carr W et al., MP29-02 trial, Allergy 2012; demonstração de superioridade do Dymista face a monoterapias
- Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC)
Informacao medica
{"active_ingredient":"Azelastina 137 mcg + Propionato de fluticasona 50 mcg por dose (spray nasal)","drug_class":"Anti-histamínico nasal (azelastina) + Corticosteroide nasal (fluticasona) - combinação de dose fixa","indications":["Rinite alérgica sazonal moderada a grave","Rinite alérgica perene moderada a grave","Quando a monoterapia é insuficiente"],"mechanism":"A azelastina bloqueia recetores H1 com início de ação rápido (15 min); a fluticasona suprime a cascata inflamatória alérgica. A combinação produz eficácia superior à de cada componente isolado","dosage_range":"1 pulverização em cada narina, 2 vezes por dia (adultos e adolescentes >= 12 anos)","administration":"Spray nasal; agitar antes de usar; imprimação necessária na primeira utilização e após 7 dias sem uso","contraindications":["Hipersensibilidade à azelastina ou fluticasona","Crianças com menos de 12 anos"],"monitoring":["Avaliação clínica às 2-4 semanas","Monitorização de epistaxe","Pressão intraocular em uso prolongado em doentes com glaucoma","Crescimento em adolescentes"],"pregnancy_category":"Não recomendado durante a gravidez salvo se benefício superar o risco; usar sob orientação médica","storage":"Abaixo de 25°C; não refrigerar; conservar na embalagem original","portuguese_guidelines":"MSRM; segunda linha após falência de monoterapia conforme diretrizes ARIA","comparators":["Mometasona nasal","Budesonido nasal","Azelastina nasal (monoterapia)","Loratadina/cetirizina oral","Montelucaste"]}Posologia
Posologia de Dymista
Adultos e adolescentes a partir dos 12 anos: 1 pulverização em cada narina, 2 vezes por dia (manhã e noite). Dose total diária: 548 mcg de azelastina e 200 mcg de fluticasona.
Crianças com menos de 12 anos: Não autorizado.
Técnica: Agitar o frasco antes de usar. Imprimação necessária na primeira utilização (6 pressões para o ar) ou após 7 dias sem uso (2 pressões).
Efeitos secundarios e avisos
Efeitos secundários de Dymista
Muito frequentes: Disgeusia (sabor amargo ou desagradável), característico da azelastina.
Frequentes: Epistaxe (sangramento nasal ligeiro), cefaleias, sonolência ligeira.
Raros: Irritação nasal, candidose nasal/faríngea, perfuração do septo (muito rara com uso prolongado e técnica incorreta).
Em caso de epistaxe persistente ou abundante, suspender e contactar o médico ou o SNS 24: 808 24 24 24.
Advertências importantes
- Não exceder a dose recomendada, não aumenta a eficácia e pode aumentar os efeitos adversos
- Não usar em crianças com menos de 12 anos
- Dirigir com precaução nas primeiras doses, sonolência residual possível
- Evitar inibidores potentes do CYP3A4 (cetoconazol, ritonavir), risco de supressão adrenal
- Informar o médico se grávida ou a amamentar
- Em doentes com glaucoma, monitorizar a pressão intraocular regularmente
- Não interromper abruptamente corticosteroides após uso prolongado sem orientação médica
- SNS 24: 808 24 24 24 para dúvidas; 112 em emergências
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Aerius Aerius (desloratadina) é um anti-histamínico de segunda geração utilizado no alívio dos sintomas de rinite alérgica sazonal e perene, e na urticária crónica idiopática.
N Bricanyl Bricanyl contém terbutalina, um broncodilatador de acao rapida que relaxa a musculatura dos bronquios e alivia o broncospasmo em minutos.
Indicado para asma bronquica e d Budesonida Budesonida e um corticoesteroide inalado (ou intransasal/retal) com potente acao anti-inflamatoria local.
Indicada para tratamento de manutencao da asma bronquica, rinite Pulmicort O Pulmicort contém budesonida, um corticosteroide inalatório (CSI) utilizado no tratamento de manutenção da asma brônquica em adultos e crianças.
É um dos anti-inflamatór Salbutamol Salbutamol é um broncodilatador beta-2 agonista de curta duração utilizado no tratamento e prevenção da broncoconstrição na asma e DPOC.
Proporciona alívio rápido (em 5 m Seretaide Seretaide é um medicamento de inalação combinado que associa dois princípios ativos - salmeterol (broncodilatador de longa duração) e propionato de fluticasona (corticost Telfast Telfast é um medicamento anti-histamínico de segunda geração que contém fexofenadina, um bloqueador seletivo dos receptores H1 da histamina.
Indicado para o alívio dos si Ventilan Ventilan (salbutamol) é um broncodilatador de ação rápida utilizado no tratamento e prevenção de crises de broncoespasmo na asma e DPOC.
Atua em 3 a 5 minutos, aliviando