Tudo sobre pressão arterial
A hipertensão arterial é o fator de risco cardiovascular mais prevalente em Portugal, afetando cerca de 40% da população adulta — mais de 3 milhões de pessoas. É frequentemente chamada de "assassino silencioso" porque raramente causa sintomas, mas danifica progressivamente os vasos sanguíneos, o coração, os rins e o cérebro, aumentando significativamente o risco de enfarte e AVC.
Classes de anti-hipertensores
Existem cinco classes principais, frequentemente combinadas para atingir o controlo:
- Inibidores da ECA (ramipril, enalapril, perindopril, lisinopril) — relaxam os vasos sanguíneos inibindo a enzima conversora da angiotensina. Podem causar tosse seca
- ARAs (sartans) (losartan, valsartan, candesartan, irbesartan) — mecanismo semelhante aos IECAs mas sem tosse. Alternativa de primeira linha
- Antagonistas dos canais de cálcio (amlodipina, lercanidipina, nifedipina) — relaxam as artérias. Podem causar edema dos tornozelos
- Diuréticos (indapamida, hidroclorotiazida) — reduzem o volume sanguíneo. Frequentemente usados em combinação
- Beta-bloqueadores (bisoprolol, nebivolol, carvedilol) — reduzem a frequência cardíaca. Indicados quando existe insuficiência cardíaca ou arritmia
Combinações fixas
A maioria dos hipertensos necessita de dois ou mais medicamentos. As combinações fixas (num só comprimido) melhoram a adesão terapêutica: IECA/ARA + diurético, IECA/ARA + antagonista do cálcio, ou combinações triplas.
Mudanças de estilo de vida
A redução do consumo de sal (para menos de 5g/dia), a perda de peso (5-10% é suficiente para um efeito significativo), o exercício regular, a moderação do álcool e uma dieta rica em frutas, vegetais e laticínios magros (dieta DASH) podem reduzir a tensão em 5-15 mmHg.








