Salbutamol

Salbutamol é um broncodilatador beta-2 agonista de curta duração utilizado no tratamento e prevenção da broncoconstrição na asma e DPOC.

Proporciona alívio rápido (em 5 minutos) da dispneia, sibilância e opressão torácica.

Quer comprar Salbutamol sem receita?

Através da Prescriptsy pode encomendar Salbutamol com uma consulta online. As nossas farmácias parceiras licenciadas entregam medicamentos originais com envio discreto.

Salbutamol na Prescriptsy

Salbutamol é apresentado na Prescriptsy como informação independente sobre o produto.

Aqui pode perceber como funciona a consulta online, que verificações médicas são feitas pelas clínicas parceiras e que fatores comparar antes de escolher um prestador.

Não vendemos medicamentos diretamente; ajudamos a comparar parceiros licenciados por preço, prazo de entrega, qualidade de serviço e fiabilidade.

O que é o Salbutamol?

Salbutamol, também conhecido pelo seu nome IUPAC (RS)-1-(4-hidroxi-3-hidroximetilfenil)-2-(terc-butilamino)etanol, é um agonista seletivo dos recetores beta-2 adrenérgicos de curta duração de ação (SABA, Short-Acting Beta-2 Agonist).

Em Portugal, é comercializado principalmente sob o nome de marca Ventolin, mas encontra-se disponível em formulações genéricas aprovadas pelo INFARMED.

Na minha prática diária, o salbutamol inalado é o medicamento de alívio rápido por excelência para a asma.

É o broncodilatador de referência mundial para o tratamento da broncoconstrição aguda e o primeiro medicamento que qualquer doente asmático deve ter sempre consigo.

O seu início de ação é rápido, 5 minutos após inalação, e a duração do efeito é de 3 a 6 horas.

Em Portugal, as orientações da DGS e da APDP (Associação Portuguesa de Diabéticos de Portugal) na área respiratória baseiam-se nas guidelines GINA (Global Initiative for Asthma) e GOLD (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease).

Estas recomendam o salbutamol como broncodilatador de alívio de primeira linha na asma e como broncodilatador de resgate na DPOC.

Um aspeto importante a destacar: o uso frequente de salbutamol (mais de 2 dias por semana para alívio de sintomas) é um sinal de que a asma não está controlada e que pode ser necessário ajustar ou iniciar terapêutica de controlo (como corticosteroides inalados).

Doentes que utilizam salbutamol mais de uma vez por dia devem contactar o seu médico ou o SNS 24 (808 24 24 24) para reavaliação do tratamento.

Nas crises asmáticas graves ou na exacerbação da DPOC com broncoespasmo intenso, o salbutamol pode ser administrado por nebulização, com doses e frequências mais elevadas, idealmente em contexto hospitalar.

Qualquer dificuldade respiratória que não melhore com o inalador de resgate deve motivar uma chamada imediata para o 112 ou deslocação ao serviço de urgência.

Mecanismo de ação

O salbutamol atua por agonismo seletivo dos recetores beta-2 adrenérgicos existentes no músculo liso brônquico, nos mastócitos e nos epitélios das vias aéreas.

A ligação do salbutamol a estes recetores ativa a adenilato ciclase, aumentando a concentração intracelular de AMP cíclico (AMPc).

O aumento do AMPc ativa a proteína quinase A (PKA), que fosforila a cadeia leve da miosina e outros alvos celulares, inibindo a contração do músculo liso.

O resultado é o relaxamento das fibras musculares lisas brônquicas e a consequente broncodilatação, com redução da resistência ao fluxo aéreo.

Para além da broncodilatação, o salbutamol exerce efeitos adicionais nas vias aéreas: reduz a libertação de mediadores inflamatórios pelos mastócitos, melhora a depuração mucociliar e diminui a permeabilidade vascular.

Estes efeitos contribuem para o alívio dos sintomas da asma, incluindo a sibilância, a dispneia e a tosse.

A seletividade para os recetores beta-2 é relevante do ponto de vista clínico, pois limita os efeitos nos recetores beta-1 cardíacos (responsáveis pela taquicardia) e nos recetores beta-2 do músculo esquelético (responsáveis pelo tremor).

Contudo, esta seletividade não é absoluta, especialmente em doses elevadas, razão pela qual taquicardia e tremor são efeitos secundários conhecidos do salbutamol.

Indicações terapêuticas

  • Asma brônquica, tratamento de crise: Alívio rápido dos sintomas agudos de broncoconstrição, incluindo sibilância, dispneia, opressão torácica e tosse.
  • Asma brônquica, prevenção do broncoespasmo induzido pelo exercício: 1 a 2 inalações de 100 mcg (200 mcg) 10 a 15 minutos antes do esforço físico.
  • DPOC, broncoespasmo agudo: Alívio do broncoespasmo em doentes com DPOC, em exacerbações agudas ou episódios de dispneia intensa.
  • Hiperreatividade brônquica inespecífica: Alívio de sintomas respiratórios em doentes com hiperreatividade brônquica documentada.
  • Broncoespasmo induzido por fármacos: Incluindo broncoconstrição causada por beta-bloqueadores (com precaução, dado o antagonismo farmacológico).

Posologia e modo de administração

A via preferencial de administração do salbutamol é a inalatória, por permitir concentrações mais elevadas nas vias aéreas com menores efeitos sistémicos. A técnica de inalação correta é fundamental para a eficácia do tratamento:

  • Inalador pressurizado doseador (MDI):
    1. Agitar bem o inalador antes de cada utilização.
    2. Expirar completamente.
    3. Colocar a peça bucal entre os lábios, formando um bom vedamento.
    4. Iniciar uma inspiração lenta e profunda e, simultaneamente, pressionar uma vez o inalador.
    5. Continuar a inspirar lentamente durante 3 a 5 segundos.
    6. Prender a respiração durante 10 segundos.
    7. Expirar lentamente pelo nariz.
    8. Aguardar 30 a 60 segundos antes de uma segunda inalação se necessário.
  • Dose habitual para adultos e crianças acima dos 12 anos: 100 mcg a 200 mcg (1 a 2 inalações) por episódio. Máximo de 8 inalações por dia (800 mcg).
  • Crianças (4-12 anos): 100 mcg (1 inalação) por episódio, com câmara expansora (spacer). A câmara expansora é essencial em crianças para garantir a deposição adequada do fármaco nas vias aéreas inferiores.
  • Nebulização (adultos): 2,5 mg a 5 mg diluídos em soro fisiológico, repetir a cada 20 minutos nas primeiras 3 administrações em crise grave, depois a cada 1 a 4 horas.
  • Solução para inalação oral (Ventolin xarope): Disponível para doentes que não conseguem usar inaladores, habitualmente crianças pequenas. A dose oral é significativamente maior e associada a mais efeitos sistémicos.

Contraindicações

  • Hipersensibilidade: Alergia documentada ao salbutamol ou a qualquer excipiente da formulação.
  • Ameaça de aborto: A terapêutica tocolítica com salbutamol não deve ser iniciada em situações de hemorragia antes do parto, placenta prévia, abruptio placentae, compressão do cordão umbilical ou qualquer situação em que o parto deve prosseguir imediatamente.
  • Precaução (não contraindicação absoluta): Taquiarritmias, hipertiroidismo, insuficiência cardíaca descompensada, diabetes mellitus mal controlada. Nestas situações, o benefício brônquico supera habitualmente o risco, mas é necessária vigilância clínica.

Efeitos secundários

  • Frequentes: Tremor das mãos (o mais comum, geralmente transitório), palpitações, cefaleias, taquicardia.
  • Pouco frequentes: Hipocaliemia (especialmente com doses elevadas, por redistribuição do potássio para o interior das células musculares). Clinicamente relevante em doentes cardíacos ou a tomar diuréticos.
  • Raros: Hiperglicemia (especialmente em diabéticos), broncospasmo paradoxal (a inalação causa broncoconstrição em vez de broncodilatação, suspender imediatamente e contactar o 112).
  • Com uso excessivo: Tolerância ao efeito broncodilatador e broncoconstrição de rebote. O uso de salbutamol mais de 3 vezes por semana indica necessidade de revisão do tratamento controlador.

Interações medicamentosas

  • Beta-bloqueadores não seletivos (propranolol, atenolol): Antagonismo farmacológico com redução do efeito broncodilatador. Evitar em doentes asmáticos. Em caso de necessidade absoluta de beta-bloqueador, usar um beta-1 seletivo (bisoprolol, metoprolol) com vigilância.
  • Diuréticos da ansa e tiazídicos: Potenciam a hipocaliemia induzida pelo salbutamol em doses elevadas. Monitorização do potássio em doentes a tomar estas combinações.
  • Corticosteroides sistémicos, xantinas (teofilina), diuréticos: Aumentam o risco de hipocaliemia.
  • Digoxina: A hipocaliemia potencia a toxicidade da digoxina. Monitorização do potássio e da digoxinemia em doentes a fazer estas combinações.
  • Anestésicos halogenados: Risco aumentado de arritmias cardíacas. Informar o anestesista antes de qualquer procedimento cirúrgico.

Populações especiais

Gravidez: O salbutamol inalado é considerado seguro durante a gravidez quando clinicamente necessário. Não há evidência de teratogenicidade com as doses terapêuticas inaladas.

A asma não controlada representa um risco maior para a mãe e para o feto do que o tratamento com salbutamol. Não deve ser descontinuado sem orientação médica.

Aleitamento: O salbutamol passa para o leite materno em pequenas quantidades. As doses terapêuticas inaladas são consideradas compatíveis com o aleitamento. O risco para o lactente é muito baixo comparativamente ao benefício materno.

Idosos: Os doentes idosos podem ser mais sensíveis aos efeitos cardiovasculares (taquicardia, palpitações) e mais vulneráveis à hipocaliemia. Monitorização mais frequente é aconselhável, especialmente com doses elevadas.

Crianças: O salbutamol é seguro e eficaz em crianças desde os 4 anos via inalador pressurizado com câmara expansora. Em lactentes, a nebulização é a via preferencial.

As doses pediátricas são ajustadas ao peso. A câmara expansora (spacer) melhora significativamente a deposição pulmonar e reduz os efeitos orais e faríngeos.

Monitorização médica

  • Avaliação da frequência de utilização do salbutamol como marcador do controlo da asma. Uso frequente (mais de 2 dias por semana) indica necessidade de intensificar a terapêutica controladora.
  • Monitorização da potassemia em doentes a usar doses elevadas de salbutamol, especialmente combinado com diuréticos.
  • Avaliação da técnica de inalação em cada consulta, incluindo uso e limpeza da câmara expansora em crianças.
  • Espirometria periódica para avaliação da função pulmonar em doentes com asma e DPOC.
  • Peak flow (débito expiratório de pico) para monitorização domiciliária da asma.

Armazenamento

Os inaladores de salbutamol devem ser conservados abaixo de 30°C, longe de fontes de calor e luz solar direta.

Os recipientes pressurizados não devem ser perfurados, queimados ou expostos a temperaturas superiores a 50°C, mesmo após esvaziamento. Manter fora do alcance das crianças.

O inalador deve ser verificado periodicamente para garantir que não está vazio e que o bocal está limpo.

Alternativas terapêuticas

  • Terbutalina: Outro SABA disponível em Portugal, com mecanismo de ação semelhante ao salbutamol. Disponível em inalador (Bricanyl) e forma injetável para uso hospitalar.
  • Formoterol: Beta-2 agonista de longa duração (LABA) com inicio de ação rápido (semelhante ao salbutamol). Habitualmente combinado com corticosteroides inalados em formulações fixas para o controlo da asma e DPOC. Não substitui o salbutamol como resgate de crise mas pode reduzir a frequência de episódios de broncoconstrição.
  • Ipratrópio: Anticolinérgico de curta duração, frequentemente combinado com salbutamol nas exacerbações de DPOC em contexto hospitalar. A combinação salbutamol + ipratrópio tem maior eficácia broncodilatadora do que cada fármaco isolado.
  • Corticosteroides inalados (ICS): Budesonido, beclometasona, fluticasona. São os pilares do tratamento controlador da asma, reduzindo a inflamação e a hiperreatividade brônquica. Não têm efeito broncodilatador agudo mas reduzem a necessidade de salbutamol de resgate.

Perguntas frequentes

Com que frequência posso usar o inalador de salbutamol? . Para tratamento de crise, até 4 vezes por dia (800 mcg).

Se precisar de usar mais do que 3 vezes por semana para controlo de sintomas, a sua asma pode não estar adequadamente controlada e deve consultar o médico.

Nunca exceda 8 inalações num dia sem orientação médica.

O salbutamol pode perder eficácia com o uso frequente? . Sim.

O uso excessivo e crónico de SABAs pode levar a dessensibilização dos recetores beta-2 e redução da resposta broncodilatadora.

É mais uma razão para não depender apenas do salbutamol de resgate e tratar adequadamente a inflamação subjacente com terapêutica controladora.

O meu filho de 5 anos pode usar salbutamol em inalador? . Sim, com câmara expansora (spacer) com máscara facial.

A câmara expansora é essencial em crianças pequenas para garantir que o medicamento chega aos pulmões.

A partir dos 5-6 anos, a criança pode usar o spacer sem máscara, e a partir dos 8-10 anos pode aprender a usar o inalador sem câmara expansora, com técnica adequada.

Estou grávida. Posso continuar o salbutamol? . Sim. O salbutamol inalado é seguro durante a gravidez e é muito importante não suspender o tratamento da asma.

A asma não controlada durante a gravidez representa riscos maiores para a mãe e para o bebé do que o salbutamol.

Discuta com o seu médico obstetra e pneumologista.

Referências e fontes

  • INFARMED, Autoridade Nacional do Medicamento: www.infarmed.pt
  • DGS, Programa Nacional para as Doenças Respiratórias: www.dgs.pt
  • SNS 24: 808 24 24 24, www.sns24.gov.pt
  • GINA (Global Initiative for Asthma), Guidelines 2023/2024: ginasthma.org
  • Sociedade Portuguesa de Pneumologia, Recomendações para o tratamento da asma e DPOC.

Compare medicamentos semelhantes

Aerius Aerius (desloratadina) é um anti-histamínico de segunda geração utilizado no alívio dos sintomas de rinite alérgica sazonal e perene, e na urticária crónica idiopática.

N Bricanyl Bricanyl contém terbutalina, um broncodilatador de acao rapida que relaxa a musculatura dos bronquios e alivia o broncospasmo em minutos.

Indicado para asma bronquica e d Budesonida Budesonida e um corticoesteroide inalado (ou intransasal/retal) com potente acao anti-inflamatoria local.

Indicada para tratamento de manutencao da asma bronquica, rinite Dymista Dymista é um medicamento de combinação em spray nasal que associa propionato de fluticasona (corticosteroide nasal) com cloridrato de azelastina (anti-histamínico), formu Pulmicort O Pulmicort contém budesonida, um corticosteroide inalatório (CSI) utilizado no tratamento de manutenção da asma brônquica em adultos e crianças.

É um dos anti-inflamatór Seretaide Seretaide é um medicamento de inalação combinado que associa dois princípios ativos - salmeterol (broncodilatador de longa duração) e propionato de fluticasona (corticost Telfast Telfast é um medicamento anti-histamínico de segunda geração que contém fexofenadina, um bloqueador seletivo dos receptores H1 da histamina.

Indicado para o alívio dos si Ventilan Ventilan (salbutamol) é um broncodilatador de ação rápida utilizado no tratamento e prevenção de crises de broncoespasmo na asma e DPOC.

Atua em 3 a 5 minutos, aliviando

Categorias de tratamento

Compare também estes medicamentos

Continuar a explorar