Amoxicilina

Amoxicilina é um antibiótico beta-lactâmico de largo espectro utilizado no tratamento de infeções bacterianas, incluindo infeções respiratórias, urinárias, otites, sinusites e amigdalites.

Requer sempre receita médica e uso responsável para preservar a eficácia dos antibióticos.

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Informação médica importante

Esta informação tem carácter educativo e não substitui a consulta médica. A amoxicilina é um medicamento sujeito a receita médica em Portugal, regulado pelo INFARMED.

O uso incorreto de antibióticos promove o desenvolvimento de resistência bacteriana, um problema de saúde pública grave.

  • Nunca tome amoxicilina (nem qualquer antibiótico) sem prescrição médica.
  • Complete sempre o tratamento prescrito, mesmo que se sinta melhor antes do fim.
  • Em caso de reação alérgica grave (dificuldade respiratória, edema da face/garganta, colapso), ligue 112 imediatamente.
  • Para dúvidas sobre o seu tratamento, contacte o SNS 24: 808 24 24 24.

O que é a amoxicilina?

A amoxicilina é um antibiótico de largo espectro da família dos beta-lactâmicos , especificamente uma aminopenicilina semissintética.

Introduzida na prática clínica na década de 1970, a amoxicilina tornou-se um dos antibióticos mais prescritos a nível mundial graças à sua eficácia, boa tolerabilidade oral, baixo custo e amplo espectro de atividade.

Em Portugal, a amoxicilina está disponível nas seguintes formas farmacêuticas:

  • Cápsulas de 250 mg e 500 mg: para adultos e adolescentes
  • Comprimidos dispersíveis de 250 mg, 500 mg e 875 mg: podem ser dissolvidos em água
  • Pó para suspensão oral de 125 mg/5 ml, 250 mg/5 ml e 400 mg/5 ml: indicado para crianças e doentes com dificuldade em engolir
  • Pó para solução injetável (hospitalar)

A amoxicilina também existe em associação com ácido clavulânico (amoxicilina/ácido clavulânico, conhecida como co-amoxiclav ou pelo nome de marca Augmentin), que alarga o espectro antibacteriano para cobrir bactérias produtoras de beta-lactamase.

Como funciona a amoxicilina, mecanismo de ação

A amoxicilina é um antibiótico bactericida, ou seja, mata diretamente as bactérias (em vez de apenas inibir o seu crescimento). O seu mecanismo de ação baseia-se na inibição da síntese da parede celular bacteriana:

  1. As bactérias possuem uma parede celular de peptidoglicano que é essencial para a sua integridade estrutural. A síntese desta parede depende de enzimas chamadas proteínas de ligação às penicilinas (PBPs).
  2. A amoxicilina liga-se irreversivelmente a estas PBPs, inibindo as etapas finais de transpeptidação da síntese do peptidoglicano.
  3. Sem uma parede celular funcional, a bactéria não consegue resistir à pressão osmótica do meio circundante e sofre lise (destruição).

As células humanas não possuem parede celular de peptidoglicano, o que explica a seletividade da amoxicilina para as bactérias e o seu baixo risco de toxicidade para o hospedeiro humano.

A amoxicilina tem atividade bactericida contra uma ampla gama de bactérias gram-positivas e gram-negativas.

Contudo, é inativada pelas beta-lactamases, enzimas produzidas por algumas bactérias (como Staphylococcus aureus produtor de penicilinase, E. coli resistente, Haemophilus influenzae produtor de beta-lactamase).

É precisamente para superar esta limitação que a associação com ácido clavulânico (inibidor de beta-lactamase) é utilizada.

Indicações terapêuticas da amoxicilina

Infeções do aparelho respiratório

  • Faringoamigdalite bacteriana por Streptococcus pyogenes (estreptococo do grupo A): a amoxicilina é o antibiótico de primeira escolha, sendo tão eficaz como a penicilina com melhor adesão terapêutica
  • Pneumonia adquirida na comunidade (PAC) por Streptococcus pneumoniae: em doentes com PAC ligeira a moderada sem fatores de risco para organismos atípicos ou resistentes
  • Sinusite bacteriana aguda em adultos e crianças
  • Bronquite aguda bacteriana, atenção: a maioria das bronquites agudas é viral e não requer antibioterapia
  • Exacerbação bacteriana de DPOC em situações específicas

Infeções do ouvido

  • Otite média aguda (OMA): a amoxicilina é a primeira escolha para OMA bacteriana em crianças; em regiões com alta prevalência de Streptococcus pneumoniae resistente, doses mais elevadas (80-90 mg/kg/dia) podem ser usadas

Infeções do trato urinário

  • Cistite não complicada causada por E. coli suscetível: a amoxicilina pode ser usada, mas a prevalência de resistência à ampicilina/amoxicilina em E. coli é superior a 30-40% em Portugal, pelo que a nitrofurantoína, o trimetoprim-sulfametoxazol ou a fosfomicina são frequentemente preferidos como primeira linha para ITU não complicada
  • Bacteriúria assintomática na gravidez

Outras indicações

  • Infeções dentárias e prevenção de endocardite bacteriana em contexto de procedimentos dentários
  • Erradicação de Helicobacter pylori em associação com inibidor da bomba de protões e um segundo antibiótico (claritromicina ou metronidazol)
  • Doença de Lyme (fase inicial) causada por Borrelia burgdorferi
  • Infeções da pele e tecidos moles por bactérias suscetíveis

Posologia e modo de administração

A posologia da amoxicilina depende da infeção a tratar, da gravidade e da idade do doente. As doses e durações indicadas abaixo são orientações gerais, siga sempre a prescrição do médico.

Adultos

  • Infeções ligeiras a moderadas: 250-500 mg cada 8 horas (3 vezes por dia) ou 500-875 mg cada 12 horas (2 vezes por dia)
  • Infeções graves: 875 mg-1 g cada 8 horas
  • Faringoamigdalite: 500 mg 3 vezes por dia durante 10 dias
  • Pneumonia ligeira: 500 mg-1 g 3 vezes por dia durante 7-10 dias
  • Erradicação de H. pylori (em combinação): 1 g 2 vezes por dia durante 7-14 dias

Crianças

  • Dose habitual: 25-45 mg/kg/dia divididos em 2-3 doses; dose máxima de 90 mg/kg/dia em infeções graves
  • Otite média aguda: 40-90 mg/kg/dia em 2-3 doses durante 5-10 dias (duração dependente da idade)
  • A suspensão oral é mais conveniente para crianças pequenas

Insuficiência renal

A amoxicilina é predominantemente eliminada pelos rins. Em doentes com insuficiência renal significativa (clearance de creatinina inferior a 30 ml/min), a dose e/ou o intervalo entre doses devem ser ajustados, consulte o RCM ou o médico.

Contraindicações

  • Hipersensibilidade à amoxicilina, a qualquer penicilina ou a outros antibióticos beta-lactâmicos, história de alergia à penicilina requer avaliação cuidadosa; se a alergia for à cefalosporina, existe reatividade cruzada de aproximadamente 1-2%
  • História de reação anafilática imediata a penicilinas ou cefalosporinas
  • Mononucleose infeciosa (vírus Epstein-Barr): o uso de aminopenicilinas nesta situação provoca exantema maculopapular generalizado em quase todos os doentes, o que pode ser confundido com alergia real à amoxicilina

Efeitos secundários

Efeitos gastrointestinais (muito frequentes)

  • Diarreia, o efeito adverso mais comum; geralmente ligeira e autolimitada
  • Náuseas, vómitos
  • Dor e desconforto abdominal
  • A administração com alimentos pode reduzir os efeitos gastrointestinais sem afetar significativamente a absorção

Efeitos dermatológicos

  • Exantema maculopapular, mais frequente em doentes com mononucleose infeciosa ou leucemia linfocítica, mas pode ocorrer noutros contextos; nem sempre indica alergia verdadeira à penicilina
  • Urticária, pode indicar reação de hipersensibilidade imediata

Efeitos raros e graves

  • Anafilaxia: emergência médica, ligue 112 imediatamente; inclui colapso cardiovascular, broncoespasmo, urticária grave, edema da glote
  • Diarreia associada a Clostridioides difficile (colite pseudomembranosa): colite potencialmente grave após antibioterapia; suspeitar se diarreia grave, com sangue ou mucosa, especialmente após ciclo de antibiótico
  • Nefrite intersticial (muito rara)
  • Síndrome de Stevens-Johnson / necrólise epidérmica tóxica (muito rara)
  • Alterações hematológicas: leucopenia, trombocitopenia (raras)

Interações medicamentosas

  • Anticoagulantes orais (varfarina, acenocumarol): a amoxicilina pode aumentar o efeito anticoagulante por redução da flora intestinal produtora de vitamina K; monitorizar INR mais frequentemente durante e após o antibiótico
  • Metotrexato: os beta-lactâmicos podem reduzir a excreção renal do metotrexato, aumentando o risco de toxicidade
  • Contracetivos orais: o efeito dos antibióticos na eficácia dos contracetivos orais é controverso; embora a evidência atual sugira que o risco de falha contracetiva é mínimo, é prudente utilizar método contracetivo adicional durante o tratamento e por 7 dias após o fim do antibiótico
  • Probenecide: aumenta os níveis plasmáticos de amoxicilina por redução da secreção tubular renal
  • Alopurinol: aumenta a incidência de exantema cutâneo com aminopenicilinas

Uso em populações especiais

Gravidez

A amoxicilina é considerada um dos antibióticos mais seguros durante a gravidez. Décadas de utilização clínica e estudos epidemiológicos extensos não demonstraram aumento do risco de malformações congénitas.

É utilizada na gravidez para infeções do trato urinário, faringoamigdalite estreptocócica, pneumonia e profilaxia de endocardite quando clinicamente necessário. A decisão é sempre do médico assistente.

Aleitamento

A amoxicilina é excretada no leite materno em pequenas quantidades. Pode ser utilizada durante o aleitamento com precaução. Os efeitos possíveis no lactente incluem diarreia ou cólicas. Informe o médico se está a amamentar.

Crianças e recém-nascidos

A amoxicilina é um dos antibióticos mais frequentemente utilizados em pediatria. A suspensão oral permite doseamento preciso em função do peso da criança.

Em recém-nascidos e lactentes com menos de 3 meses, a farmacocinética é alterada e as doses devem ser definidas pelo médico.

Idosos

A função renal tende a diminuir com a idade. Em idosos, especialmente com insuficiência renal, ajustar a dose conforme a clearance de creatinina estimada.

Monitorização e acompanhamento médico

  • Avaliar a resposta clínica ao antibiótico ao fim de 48-72 horas; se não houver melhoria, contactar o médico
  • Em tratamentos prolongados ou em doentes com insuficiência renal ou hepática: monitorização de função renal e hepática
  • Em doentes a tomar anticoagulantes: monitorização do INR durante e após o antibiótico
  • Vigilância de diarreia durante e após o tratamento; se a diarreia for grave ou persistente após o fim do antibiótico, consultar o médico (excluir colite por C. difficile)
  • Testes de sensibilidade bacteriana (antibiograma) são recomendados em infeções recorrentes ou refratárias

Armazenamento e conservação

  • Cápsulas e comprimidos: conservar abaixo de 25°C, em local seco e ao abrigo da luz
  • Suspensão oral reconstituída: conservar no frigorífico entre 2°C e 8°C; manter no máximo 14 dias após reconstituição; agitar bem antes de cada uso
  • Manter fora do alcance das crianças
  • Não utilizar após o prazo de validade

Resistência bacteriana, contexto em Portugal

Portugal tem uma das taxas de consumo de antibióticos mais elevadas da Europa, o que está associado a uma prevalência crescente de resistências bacterianas.

O INFARMED e a DGS têm implementado programas nacionais de uso prudente de antibióticos (Programa Nacional de Prevenção das Resistências aos Antimicrobianos, PNPCIRA).

O uso responsável de antibióticos, tomando apenas quando necessário, na dose certa, durante o tempo certo, é fundamental para preservar a eficácia destes medicamentos para as gerações futuras.

Alternativas terapêuticas

Dependendo da infeção e do perfil de resistências local, as alternativas à amoxicilina incluem:

  • Amoxicilina/ácido clavulânico (Augmentin): maior espectro; cobre bactérias produtoras de beta-lactamase
  • Cefalosporinas orais (cefalexina, cefuroxima, cefadroxil): alternativa em alergia não imediata à penicilina
  • Macrólidos (claritromicina, azitromicina): para alergia à penicilina ou cobertura de organismos atípicos
  • Levofloxacina: para pneumonia e sinusite em adultos com factores de risco
  • Nitrofurantoína, fosfomicina: para ITU não complicada (melhor perfil de resistências locais)

Perguntas frequentes

Tenho de completar todo o tratamento com amoxicilina?

Sim.

Mesmo que se sinta melhor ao fim de 2-3 dias, completar o ciclo prescrito é fundamental para eliminar completamente a infeção e evitar o desenvolvimento de resistência bacteriana.

Interromper o antibiótico prematuramente pode deixar bactérias sobreviventes que são mais resistentes e provocar recidiva da infeção.

A amoxicilina trata infeções virais como a gripe?

Não. Os antibióticos, incluindo a amoxicilina, são ineficazes contra vírus.

A gripe, os resfriados e a maioria das faringites e bronquites são causados por vírus e não respondem aos antibióticos.

O uso de antibióticos em infeções virais é inútil e promove resistências bacterianas.

Sou alérgico(a) à penicilina. Posso tomar amoxicilina?

A amoxicilina é uma penicilina, portanto não deve ser tomada em caso de alergia confirmada à penicilina, especialmente se a reação anterior foi grave (anafilaxia, urticária generalizada).

Existem alternativas antibióticas adequadas para doentes com alergia à penicilina. Informe sempre o médico e o farmacêutico sobre a sua alergia.

A amoxicilina pode ser comprada sem receita em Portugal?

Não. A amoxicilina é um medicamento sujeito a receita médica obrigatória em Portugal. A venda sem receita é ilegal e perigosa.

Usar antibióticos sem diagnóstico médico adequado pode atrasar o tratamento correto, causar efeitos adversos desnecessários e contribuir para a resistência bacteriana.

Referências e fontes

  • INFARMED, Resumo das Características do Medicamento para amoxicilina: www.infarmed.pt
  • Direção-Geral da Saúde, Programa Nacional de Prevenção das Resistências aos Antimicrobianos (PNPCIRA): www.dgs.pt
  • SNS 24: 808 24 24 24
  • Sociedade Portuguesa de Doenças Infeciosas e Microbiologia Clínica (SPDIMC)
  • European Centre for Disease Prevention and Control (ECDC), relatórios de vigilância de resistências antimicrobianas
  • NICE guidelines UK, antibiotics guidance

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