Aerius

Aerius (desloratadina) é um anti-histamínico de segunda geração utilizado no alívio dos sintomas de rinite alérgica sazonal e perene, e na urticária crónica idiopática.

Não provoca sonolência na maioria dos doentes.

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Informação médica importante

Esta informação tem carácter educativo e não substitui a consulta médica ou farmacêutica.

O Aerius é um medicamento sujeito a receita médica em Portugal na maioria das suas apresentações, regulado pelo INFARMED.

Alguns genéricos de desloratadina podem estar disponíveis sem receita em determinadas farmácias, consulte o farmacêutico.

  • Em caso de reação alérgica grave (anafilaxia) com dificuldade respiratória ou edema da face e garganta, ligue imediatamente para o 112.
  • Para esclarecimento de dúvidas, contacte o SNS 24: 808 24 24 24.

O que é o Aerius?

O Aerius é um medicamento anti-histamínico que contém como substância ativa a desloratadina .

A desloratadina é um anti-histamínico H1 não sedativo de segunda geração, resultante da metabolização ativa da loratadina, com maior potência e seletividade para os recetores H1 periféricos comparativamente ao seu percursor.

O Aerius está disponível nas seguintes formas farmacêuticas:

  • Comprimidos revestidos por película de 5 mg: para adultos e adolescentes a partir dos 12 anos
  • Comprimidos orodispersíveis de 2,5 mg: dissolvem-se na boca sem necessidade de água
  • Solução oral 0,5 mg/ml: indicada para crianças ou doentes com dificuldade em engolir comprimidos

Ao contrário dos anti-histamínicos de primeira geração (difenidramina, clorfeniramina), a desloratadina tem penetração mínima no sistema nervoso central, o que explica o seu perfil não sedativo na maioria dos doentes.

Como funciona o Aerius, mecanismo de ação

A desloratadina atua como antagonista seletivo e de longa duração dos recetores de histamina H1 periféricos.

Quando o sistema imunitário reage a um alergénio (pólen, ácaros, pelos de animais, fungos), os mastócitos e basófilos libertam histamina, que se liga aos recetores H1 nos tecidos-alvo, desencadeando os sintomas alérgicos clássicos: espirros, prurido, rinorreia, lacrimejo e urticária.

A desloratadina bloqueia competitivamente estes recetores H1, impedindo que a histamina exerça os seus efeitos.

Além do antagonismo H1, a desloratadina demonstrou in vitro atividade anti-inflamatória adicional, incluindo inibição da libertação de citocinas pró-inflamatórias (IL-4, IL-13) e da expressão de moléculas de adesão celular.

A relevância clínica destas propriedades adicionais ainda é objeto de investigação.

O início de ação ocorre dentro de 1 hora após a toma, com efeito máximo atingido entre 3 e 6 horas.

A semivida de eliminação da desloratadina é de aproximadamente 27 horas, o que suporta a administração uma vez por dia.

Indicações terapêuticas do Aerius

Rinite alérgica

O Aerius está indicado para o alívio dos sintomas associados à rinite alérgica em adultos e crianças a partir dos 6 meses de idade:

  • Rinite alérgica sazonal (febre dos fenos): causada por alergénios sazonais como pólen de gramíneas, árvores ou ervas daninhas
  • Rinite alérgica perene: causada por alergénios presentes durante todo o ano, como ácaros do pó doméstico, pelos de gato e cão, e bolores

Os sintomas aliviados incluem: espirros, prurido nasal e ocular, rinorreia (corrimento nasal), obstrução nasal, lacrimejo e vermelhidão dos olhos.

Urticária crónica idiopática

O Aerius alivia sintomas associados à urticária crónica idiopática (UCI), incluindo prurido e a dimensão das pápulas.

A UCI é definida como urticária com duração superior a 6 semanas sem causa identificável.

O Aerius pode ser utilizado nesta indicação em adultos e crianças a partir dos 6 meses de idade.

Posologia e modo de administração

A dose varia consoante a idade. Respeite sempre as instruções do médico ou farmacêutico e a bula.

  • Adultos e adolescentes (12 anos ou mais): 5 mg uma vez por dia (1 comprimido ou 10 ml de solução)
  • Crianças 6-11 anos: 2,5 mg uma vez por dia (5 ml de solução)
  • Crianças 1-5 anos: 1,25 mg uma vez por dia (2,5 ml de solução)
  • Crianças 6-11 meses: 1 mg uma vez por dia (2 ml de solução), apenas sob prescrição médica

O Aerius pode ser tomado com ou sem alimentos. Tomar sempre à mesma hora do dia para manter um nível plasmático estável. Não exceder a dose recomendada.

Insuficiência renal e hepática

Em doentes com insuficiência renal grave ou insuficiência hepática significativa, o médico pode recomendar administração em dias alternados, dado que a eliminação da desloratadina pode estar comprometida.

Contraindicações

  • Hipersensibilidade à desloratadina, à loratadina ou a qualquer excipiente da formulação

Efeitos secundários do Aerius

Efeitos frequentes

  • Cefaleias (relatadas com frequência semelhante ao placebo em ensaios clínicos)
  • Cansaço
  • Secura da boca

Efeitos infrequentes

  • Sonolência (menos frequente do que com anti-histamínicos de 1.ª geração, mas pode ocorrer em alguns doentes)
  • Taquicardia, palpitações
  • Dores musculares (mialgia)
  • Náuseas, dispepsia, diarreia

Efeitos raros

  • Reações de hipersensibilidade incluindo anafilaxia, edema angioneurótico, urticária e erupção cutânea
  • Alterações das enzimas hepáticas, hepatite (muito raro)
  • Prolongamento do intervalo QT (muito raro; relevante em doentes com predisposição cardíaca)

Interações medicamentosas

O Aerius tem um perfil de interações relativamente baixo, mas algumas combinações merecem atenção:

  • Álcool: embora a desloratadina por si não aumente o efeito do álcool, o consumo de álcool pode potenciar a sedação residual em doentes sensíveis
  • Eritromicina e cetoconazol: estudos mostraram aumento dos níveis plasmáticos de desloratadina sem efeitos clínicos adversos significativos
  • Inibidores do CYP3A4: podem aumentar os níveis de desloratadina; monitorização recomendada
  • A desloratadina não prolonga o intervalo QT em doses terapêuticas, mas em doentes com síndrome do QT longo ou a tomar medicamentos que prolongam o QT, a cautela é recomendada

Uso em populações especiais

Gravidez

Os dados sobre o uso de desloratadina na gravidez humana são limitados. Estudos em animais não revelaram toxicidade reprodutiva.

A administração de Aerius durante a gravidez deve ser evitada a não ser que o benefício esperado para a mãe supere claramente o risco potencial para o feto.

A rinite alérgica não tratada pode também causar desconforto significativo, o médico avaliará a melhor opção terapêutica.

Aleitamento

A desloratadina é excretada no leite materno. O uso durante o aleitamento não é recomendado, exceto se o benefício clínico for considerado superior ao risco pelo médico assistente.

Crianças a partir dos 6 meses

A formulação em solução oral está indicada para uso pediátrico a partir dos 6 meses de idade. Em crianças com menos de 1 ano, o uso deve ser sob estrita supervisão médica.

Idosos

Não foram observadas diferenças clinicamente relevantes no perfil farmacocinético da desloratadina em doentes idosos comparativamente a adultos jovens. Contudo, como com todos os medicamentos, a monitorização clínica é recomendada.

Monitorização e acompanhamento médico

  • A rinite alérgica persistente pode beneficiar de terapêutica combinada com corticosteróides intranasais, o médico avaliará a necessidade
  • Em caso de urticária crónica refratária ao Aerius, o médico pode considerar aumento de dose (off-label) ou adição de anti-histamínico H2, ou imunomoduladores como omalizumab
  • Se os sintomas persistirem ou se agravarem após 7 dias de tratamento sem melhoria, consulte o médico
  • Em doentes com asma concomitante, o controlo da rinite alérgica pode melhorar o controlo da asma (conceito de "via aérea unificada")

Armazenamento e conservação

  • Comprimidos: conservar abaixo de 25°C, em local seco, ao abrigo da luz
  • Solução oral: conservar abaixo de 30°C; após abertura, utilizar dentro do prazo indicado na embalagem
  • Manter fora do alcance e da vista das crianças

Alternativas terapêuticas

Outros anti-histamínicos não sedativos disponíveis em Portugal que podem ser considerados incluem:

  • Cetirizina e levocetirizina: cetirizina disponível sem receita em muitas farmácias; levocetirizina (Xazal) é o enantiómero ativo da cetirizina com eficácia semelhante
  • Loratadina: precursor da desloratadina; eficácia ligeiramente inferior com maior variabilidade individual
  • Fexofenadina: alternativa não sedativa; sem metabolismo hepático significativo, o que é vantajoso em doentes com insuficiência hepática
  • Bilastina: anti-histamínico mais recente com perfil de não interferência com o sistema nervoso central

Para rinite alérgica moderada a grave, os corticosteróides intranasais (como propionato de fluticasona ou mometasona furoato) são frequentemente mais eficazes e são recomendados pelas normas internacionais como primeira linha.

Perguntas frequentes

O Aerius pode causar sonolência?

Na maioria dos doentes, o Aerius não causa sonolência e pode ser tomado durante o dia sem comprometer a concentração ou a condução de veículos.

No entanto, uma minoria de doentes pode sentir algum cansaço ou ligeira sonolência. Em caso de dúvida, evite conduzir até saber como reage ao medicamento.

Quanto tempo demora o Aerius a fazer efeito?

O efeito anti-histamínico começa a sentir-se dentro de 1 hora após a toma oral, com efeito máximo entre 3 e 6 horas. Para alívio dos sintomas da rinite alérgica, o efeito é mais evidente após 2-4 dias de uso regular.

Posso tomar Aerius em simultâneo com um descongestionante nasal?

O Aerius não tem ação descongestionante significativa. Para obstrução nasal intensa, o médico pode prescrever ou recomendar uma combinação com um descongestionante simpaticomimético (pseudoefedrina, xilometazolina) ou um corticosteroide intranasal.

Referências e fontes

  • INFARMED, Resumo das Características do Medicamento do Aerius: www.infarmed.pt
  • Direção-Geral da Saúde, Orientações sobre alergias respiratórias: www.dgs.pt
  • SNS 24: 808 24 24 24
  • ARIA (Allergic Rhinitis and its Impact on Asthma), guidelines internacionais
  • European Academy of Allergy and Clinical Immunology (EAACI)

Desloratadina em contexto clínico

Na prática clínica, a desloratadina distingue-se pela sua eficácia consistente no controlo dos sintomas da rinite alérgica e da urticária crónica espontânea, mantendo um perfil de segurança favorável ao longo do tempo.

Ao contrário dos anti-histamínicos de primeira geração, não atravessa a barreira hematoencefálica de forma clinicamente relevante, o que elimina praticamente a sedação como efeito adverso e permite a sua utilização em doentes que necessitam de manter plena capacidade de concentração, incluindo condutores e operadores de máquinas.

A ausência de efeitos anticolinérgicos significativos torna-a igualmente adequada para doentes idosos, nos quais os anti-histamínicos sedativos podem precipitar confusão, retenção urinária ou obstipação.

Em contexto pediátrico, a formulação em xarope facilita a administração em crianças a partir dos dois anos de idade, com posologia ajustada ao peso.

A desloratadina tem ainda sido estudada em combinação com corticosteroides intranasais para controlo da rinite alérgica persistente moderada a grave, mostrando benefícios aditivos no alívio da obstrução nasal.

O seu uso em doentes com asma alérgica concomitante pode contribuir para a redução da hiperreatividade brônquica, embora não substitua a terapêutica inalatória de manutenção.

Comparação com outros anti-histamínicos

A comparação entre os anti-histamínicos de segunda e terceira geração disponíveis no mercado português é relevante para orientar a escolha terapêutica individualizada. A cetirizina e a levocetirizina partilham com a desloratadina a seletividade para os recetores H1 periféricos, mas apresentam maior potencial sedativo em alguns doentes, especialmente a cetirizina. A fexofenadina, metabolito ativo da terfenadina, tem igualmente baixo perfil sedativo mas requer administração a distância das refeições para garantir absorção adequada. A loratadina, percursora da desloratadina, tem eficácia ligeiramente inferior e início de ação mais lento. A bilastina, mais recentemente introduzida, mostra eficácia comparável à desloratadina com mínima penetração no sistema nervoso central. A rupatadina diferencia-se pelo efeito antagonista adicional sobre os recetores do fator ativador de plaquetas, o que pode ser relevante em formas mais complexas de urticária. A escolha entre estes agentes deve ponderar o perfil de efeitos adversos, as interações medicamentosas, a comodidade posológica e o custo para o doente, fatores que influenciam diretamente a adesão ao tratamento.

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