Priligy

O Priligy (dapoxetina) é o único medicamento aprovado especificamente para o tratamento da ejaculação precoce em homens adultos.

Pertence à classe dos inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS) de ação rápida e é tomado 1 a 3 horas antes da atividade sexual.

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Priligy (Dapoxetina), Guia Médico Completo para a Ejaculação Precoce

A ejaculação precoce é a disfunção sexual masculina mais prevalente, afetando entre 20 a 30% dos homens em algum momento da vida.

Apesar da elevada prevalência, continua a ser uma condição subdiagnosticada e subtratada, em grande parte por constrangimentos em abordar o tema na consulta médica.

O Priligy (dapoxetina) representa um avanço significativo no tratamento farmacológico desta condição, sendo o único medicamento aprovado especificamente para este fim pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e pelo INFARMED.

O que é o Priligy?

O Priligy contém dapoxetina, um inibidor seletivo da recaptação da serotonina (ISRS) de absorção e eliminação rápidas.

Ao contrário dos ISRS convencionais utilizados em psiquiatria (fluoxetina, sertralina, paroxetina), que requerem administração diária durante semanas para atingir efeito terapêutico, a dapoxetina foi especificamente desenvolvida para uso "on demand", tomada 1 a 3 horas antes da atividade sexual prevista.

A dapoxetina está disponível em comprimidos de 30 mg e 60 mg.

A dose inicial recomendada é de 30 mg, podendo ser aumentada para 60 mg se a resposta à dose inferior for insuficiente e os efeitos secundários aceitáveis.

Em Portugal, o Priligy é um medicamento sujeito a receita médica, exigindo avaliação e prescrição por médico.

Mecanismo de ação

A dapoxetina atua principalmente através da inibição do transportador da serotonina (SERT), aumentando a disponibilidade de serotonina na fenda sináptica ao nível dos neurónios que regulam o reflexo ejaculatório.

A serotonina exerce um efeito inibitório sobre a ejaculação através de recetores 5-HT2C e tem um efeito facilitador via recetores 5-HT1A.

A ejaculação precoce está associada a uma hipofunção serotoninérgica central, em particular a uma hiperatividade dos recetores 5-HT1A e/ou uma hipoatividade dos recetores 5-HT2C no núcleo paragigantocelular lateral do tronco cerebral.

Ao inibir a recaptação da serotonina, a dapoxetina aumenta a atividade dos recetores 5-HT2C, exercendo um efeito inibitório sobre o reflexo ejaculatório.

O perfil farmacocinético da dapoxetina é o que a distingue dos outros ISRS: a concentração máxima plasmática é atingida em aproximadamente 1 a 2 horas após a toma, e o fármaco é rapidamente eliminado, com uma semi-vida de eliminação de cerca de 1,5 a 2 horas.

Esta cinética permite o uso em situação pontual sem acumulação sistémica significativa.

Indicações terapêuticas

O Priligy está aprovado especificamente para o tratamento da ejaculação precoce em homens adultos (18 a 64 anos) que cumpram os seguintes critérios:

  • Latência de ejaculação intravaginal (IELT, Intravaginal Ejaculatory Latency Time) inferior a 2 minutos
  • Controlo reduzido ou ausente sobre a ejaculação
  • Sofrimento pessoal e/ou dificuldades relacionais significativas associadas à ejaculação precoce
  • Ejaculação precoce presente durante a maioria das tentativas de relação sexual durante os últimos 6 meses

A classificação da ejaculação precoce pela Sociedade Internacional de Medicina Sexual (ISSM) distingue a ejaculação precoce primária (lifelong), presente desde a primeira experiência sexual, da ejaculação precoce adquirida, que se desenvolve após um período de função sexual normal.

A dapoxetina demonstrou eficácia em ambos os tipos.

Posologia e modo de administração

A dapoxetina deve ser tomada 1 a 3 horas antes da atividade sexual prevista, com pelo menos um copo de água, podendo ser tomada com ou sem alimentos.

No entanto, a toma com alimentos pode atrasar ligeiramente a absorção, o que pode ser benéfico para reduzir efeitos secundários (em particular a hipotensão ortostática).

  • Dose inicial: 30 mg por toma, não mais do que uma vez em 24 horas
  • Dose máxima: 60 mg por toma (se a dose de 30 mg for insuficiente e bem tolerada, após avaliação médica)
  • Frequência máxima: uma vez por dia; não deve ser tomado diariamente de forma contínua

A eficácia da dapoxetina deve ser avaliada após 4 semanas de tratamento (ou 6 utilizações, o que ocorrer primeiro).

Se não houver melhoria satisfatória, deve reconsiderar-se a abordagem terapêutica.

O tratamento deve ser descontinuado se não se verificar melhoria após 4 semanas com a dose de 60 mg.

Contraindicações

  • Hipersensibilidade à dapoxetina ou a qualquer excipiente da formulação
  • Insuficiência cardíaca, bloqueio auriculoventricular de segundo ou terceiro grau, doença do nódulo sinusal, doença cardíaca isquémica significativa
  • Antecedentes de síncope
  • Uso concomitante de inibidores da monoaminooxidase (IMAOs), tioridazina, lítio, tramadol, linezolida ou outros serotoninérgicos (triptanos, ISRS, IRSN, antidepressivos tricíclicos), risco de síndrome serotoninérgica
  • Insuficiência hepática moderada a grave (Child-Pugh B ou C)
  • Doentes com menos de 18 anos ou mais de 64 anos (não estudado)

Efeitos secundários

Os efeitos secundários mais comuns da dapoxetina são dose-dependentes e geralmente ligeiros a moderados em intensidade:

  • Muito frequentes (mais de 10%): náuseas, tonturas, cefaleias
  • Frequentes (1-10%): sonolência, insónia, diarreia, boca seca, fadiga, ansiedade, agitação, visão turva

Os efeitos secundários são geralmente transitórios e desaparecem ao longo de poucas horas. A náusea é o efeito mais comum e pode ser minimizada tomando o medicamento com alimentos.

Hipotensão ortostática e síncope: A dapoxetina pode causar hipotensão, em particular ao levantar-se rapidamente.

Para minimizar este risco, o doente deve estar hidratado antes da toma, levantar-se lentamente após a atividade sexual e evitar o álcool.

Episódios de síncope (desmaio) foram reportados, particularmente em associação com o reflexo vasovagal associado à ejaculação.

Síndrome serotoninérgica: Embora rara quando a dapoxetina é usada isoladamente, o risco aumenta significativamente com o uso concomitante de outros serotoninérgicos. Manifestações incluem agitação, tremor, diaforese, hipertermia e alteração do estado de consciência. É uma emergência médica, ligue 112 imediatamente.

Interações medicamentosas

  • IMAOs: contraindicado; intervalo mínimo de 14 dias após suspensão de IMAO antes de iniciar dapoxetina
  • Outros serotoninérgicos (ISRS, IRSN, triptanos, tramadol, fentanil): risco de síndrome serotoninérgica; contraindicado
  • Inibidores potentes do CYP3A4 (cetoconazol, ritonavir, eritromicina, claritromicina): aumentam significativamente os níveis plasmáticos de dapoxetina; contraindicado com inibidores potentes, usar com precaução com inibidores moderados, não excedendo 30 mg
  • Inibidores do CYP2D6 (paroxetina, fluoxetina, bupropiona): aumentam os níveis de dapoxetina; usar com precaução
  • Álcool: potencia a hipotensão e a sedação; evitar
  • Inibidores da fosfodiesterase-5 (sildenafil, tadalafil): aumentam o risco de hipotensão; uso concomitante requer precaução especial

Populações especiais

Gravidez e aleitamento

O Priligy não está indicado para uso em mulheres. Trata-se de uma condição exclusivamente masculina. Não aplicável em termos de gravidez e aleitamento para esta indicação.

Idosos (mais de 64 anos)

A segurança e eficácia da dapoxetina em homens com mais de 64 anos não foram estabelecidas. O Priligy não está aprovado para esta faixa etária, em parte devido ao maior risco de hipotensão ortostática e síncope nesta população.

Insuficiência renal

Em insuficiência renal ligeira a moderada, não é necessário ajuste de dose. Em insuficiência renal grave, a dapoxetina deve ser utilizada com precaução (dados limitados).

Insuficiência hepática

Contraindicada em insuficiência hepática moderada a grave. Em insuficiência hepática ligeira, usar com precaução e não exceder 30 mg.

Abordagem integrada da ejaculação precoce

Na minha prática clínica, abordo a ejaculação precoce como uma condição multifatorial que beneficia de uma abordagem integrada.

A farmacoterapia com dapoxetina deve idealmente complementar, e não substituir, as técnicas comportamentais e psicoterapia sexual.

As técnicas de "stop-start" (Semans) e "squeeze" (Masters e Johnson) continuam a ter valor, especialmente na ejaculação precoce primária.

A terapia de casal pode ser fundamental quando existem tensões relacionais associadas.

Causas orgânicas como prostatite crónica, hipotiroidismo e hipertiroidismo devem ser excluídas antes de iniciar tratamento específico. Nestas situações, o tratamento da condição subjacente pode resolver a ejaculação precoce sem necessidade de dapoxetina.

Monitorização médica

Antes de iniciar dapoxetina, o médico deve avaliar:

  • Antecedentes cardiovasculares (síncope, hipotensão ortostática, arritmias)
  • Medicação concomitante (especialmente serotoninérgicos e inibidores do CYP3A4)
  • Função hepática
  • História psiquiátrica (mania, comportamento impulsivo)

Após início do tratamento, reavaliar ao fim de 4 semanas (ou 6 utilizações) para verificar eficácia e tolerância. Se eficaz e bem tolerado, o tratamento pode ser continuado sem necessidade de monitorização laboratorial regular. Reavaliação clínica anual é recomendada.

Armazenamento

Armazenar o Priligy a temperatura inferior a 30 graus Celsius, ao abrigo da luz e da humidade. Manter na embalagem original. Não refrigerar.

Verificar o prazo de validade antes de cada utilização. Manter fora do alcance e da vista de crianças.

Alternativas terapêuticas

Para a ejaculação precoce, as principais alternativas à dapoxetina incluem:

  • ISRS de uso contínuo (off-label): paroxetina, sertralina, fluoxetina, clomipramina, administrados diariamente, com início de efeito ao fim de várias semanas. Embora amplamente utilizados, não têm aprovação específica para ejaculação precoce na maioria dos países europeus.
  • Anestésicos tópicos: lidocaína ou prilocaína em spray ou creme aplicados no pénis antes da relação sexual, reduzem a sensibilidade peniana. Disponíveis sem receita médica (ex: EMLA creme).
  • Preservativos espessados: podem reduzir a sensibilidade e aumentar a latência ejaculatória.
  • Técnicas comportamentais: técnica de stop-start, técnica de squeeze, exercícios de Kegel.
  • Psicoterapia sexual: particularmente útil quando existe componente ansioso ou relacional significativo.

Perguntas frequentes

O Priligy funciona em todas as relações ou só nas planeadas?

O Priligy é um medicamento de uso "on demand", tomado 1 a 3 horas antes da atividade sexual. Não é adequado para relações espontâneas sem planeamento prévio.

Para situações espontâneas, as técnicas comportamentais ou os anestésicos tópicos podem ser mais adequados.

O Priligy pode ser tomado com o Viagra (sildenafil)? A combinação deve ser usada com precaução pois ambos os fármacos podem baixar a pressão arterial. Esta combinação deve ser discutida com o médico, que avaliará o risco individual de hipotensão.

Referências e fontes

  • INFARMED: www.infarmed.pt, Resumo das Características do Medicamento Priligy
  • Direção-Geral da Saúde: www.dgs.pt
  • SNS 24: 808 24 24 24 | www.sns24.pt
  • European Medicines Agency (EMA): Priligy European Public Assessment Report (EPAR)
  • International Society for Sexual Medicine (ISSM), Guidelines for the Diagnosis and Treatment of Premature Ejaculation, 2022
  • Waldinger MD, et al. A multinational population survey of intravaginal ejaculation latency time. J Sex Med. 2005.

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