Testavan
Testavan é um gel transdérmico de testosterona a 2% para uso em homens adultos com hipogonadismo masculino confirmado laboratorialmente.
Aplica-se nas coxas uma vez por dia e proporciona libertação de testosterona de forma fisiológica, contínua e controlável.
Em Portugal, é medicamento sujeito a receita médica regulado pela Infarmed.
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O que é o Testavan
O Testavan é um gel transdérmico de testosterona na concentração de 2%, desenvolvido especificamente para a terapia de substituição de testosterona (TRT) em homens adultos com hipogonadismo masculino.
Na minha prática clínica, distingue-se de outros géis de testosterona disponíveis por ser aplicado nas coxas (zona interna ou anterior) e não nos ombros ou abdómen, o que reduz significativamente o risco de transferência acidental da hormona para parceiros ou crianças pelo contacto cutâneo.
O princípio ativo é a testosterona, substância bioidentica à hormona endógena produzida pelos testículos.
A concentração de 2% significa que cada dose de gel (1,23 g a 2,46 g) fornece de 2 a 4,92% da testosterona total contida no frasco com bomba doseadora.
Esta formulação permite uma absorção transdérmica gradual, com estabelecimento de níveis séricos de testosterona dentro dos valores fisiológicos normais (12-35 nmol/L) ao longo de 24 horas.
Em Portugal, o Testavan é classificado como medicamento sujeito a receita médica (MSRM). A prescrição é habitualmente realizada por endocrinologistas, urologistas ou clínicos gerais com experiência em medicina hormonal masculina. Para informações de comparticipação, consulte a Infarmed em www.infarmed.pt.
Mecanismo de ação
A testosterona contida no gel Testavan é absorvida através da pele intacta, penetrando a epiderme e a derme e entrando na circulação sistémica de forma gradual e contínua ao longo de 24 horas.
Esta via de administração imita de forma mais fisiológica a secreção endógena de testosterona, evitando os picos séricos elevados associados às injeções intramusculares de ésteres de testosterona de ação prolongada.
A testosterona atua como ligando dos recetores androgénicos intranucleares presentes em múltiplos tecidos-alvo. Após ligação ao recetor, o complexo hormona-recetor transloca-se para o núcleo celular, onde regula a expressão de genes responsivos aos androgénios. Os efeitos androgenicos abrangem:
- Tecido muscular: Estimulação da síntese proteica e crescimento muscular (efeito anabólico)
- Tecido ósseo: Manutenção da densidade mineral óssea, prevenção da osteoporose
- Tecido adiposo: Redistribuição da gordura corporal, redução da gordura visceral
- Sistema reprodutivo: Manutenção da espermatogénese (em colaboração com FSH), libido, função erétil
- Sistema nervoso central: Bem-estar, humor, cognição, energia
- Eritropoiese: Estimulação da produção de eritropoietina, com aumento do hematócrito
A testosterona é parcialmente convertida em estradiol pela aromatase nos tecidos periféricos, sendo que o estradiol tem também funções importantes no osso, no SNC e no metabolismo cardiovascular do homem.
Indicações terapêuticas
O Testavan está indicado exclusivamente para:
- Hipogonadismo masculino confirmado: Deficiência de testosterona com manifestações clínicas associadas, confirmada por pelo menos dois doseamentos séricos de testosterona total abaixo do limite inferior da normalidade (habitualmente <12 nmol/L ou <350 ng/dL) em amostras colhidas pela manhã (entre as 7h e as 11h), em dias diferentes.
As manifestações clínicas que justificam a investigação do hipogonadismo incluem:
- Diminuição da libido e da atividade sexual
- Disfunção erétil (especialmente ausência de ereções matinais)
- Fadiga crónica, letargia e diminuição da energia
- Alterações do humor: depressão, irritabilidade, diminuição da concentração
- Perda de massa muscular e aumento da gordura corporal (especialmente visceral)
- Diminuição da densidade mineral óssea, osteoporose
- Anemia normocítica ligeira
- Sintomas vasomotores (afrontamentos, sudorese noturna)
Importante: A TRT não está indicada no hipogonadismo relacionado com a idade sem sintomas significativos, nem para melhorar a performance atlética. O diagnóstico deve ser estabelecido por um médico, com investigação da causa subjacente (hipogonadismo primário vs. secundário).
Posologia e modo de administração
A dose inicial recomendada de Testavan é de 23 mg de testosterona por dia (correspondendo a 1,15 g de gel ou 1 acionamento da bomba doseadora).
A dose é ajustada individualmente com base nos níveis séricos de testosterona medidos 2-4 semanas após o início ou após cada ajuste de dose.
O intervalo de dose aprovado situa-se entre 23 mg/dia (1 acionamento = dose mínima) e 46 mg/dia (2 acionamentos = dose máxima).
Técnica de aplicação:
- Aplicar preferencialmente de manhã, sempre à mesma hora, nas coxas (face interna ou anterior), alternando os lados.
- Lavar as mãos com água e sabão antes da aplicação.
- Acionar a bomba doseadora para a palma da mão e espalhar o gel uniformemente sobre a área das coxas, cobrindo uma superfície de pelo menos 20 cm².
- Deixar secar completamente durante 2-3 minutos antes de vestir.
- Cobrir a área de aplicação com roupa (calções, calças) após secagem completa para minimizar o risco de transferência.
- Lavar as mãos imediatamente após a aplicação.
- Aguardar 2 horas antes de nadar, tomar duche ou banho.
- Nunca aplicar em genitais, mamas, abdómen superior ou zonas com pele lesada ou irritada.
Monitorização da dose: Colher amostra de sangue para testosterona sérica 2-4 semanas após o início ou ajuste, entre as 7h e as 11h, no dia seguinte à aplicação habitual (ou seja, antes da aplicação diária).
O objetivo é manter a testosterona na metade superior do intervalo normal (idealmente 15-30 nmol/L).
Contraindicações
- Cancro da próstata existente ou suspeito: A testosterona estimula o crescimento de células prostáticas. O cancro da próstata é contraindicação absoluta.
- Cancro da mama no homem: Os androgénios podem estimular tumores mamários androgénio-sensíveis.
- Hipersensibilidade à testosterona ou excipientes da formulação.
- Mulheres: O Testavan não está autorizado para uso em mulheres. A exposição da mulher a testosterona pode causar virilização.
- Crianças e adolescentes: Não indicado em doentes com menos de 18 anos.
- Hematócrito elevado (>54%): A TRT estimula a eritropoiese; valores elevados de hematócrito aumentam o risco trombótico.
- Insuficiência cardíaca, hepática ou renal grave não controlada: A retenção de sódio e água associada à testosterona pode exacerbar estas condições.
- Síndrome de apneia do sono grave não tratada: A testosterona pode agravar a apneia do sono.
Efeitos secundários
Os efeitos indesejáveis mais frequentemente associados ao Testavan são:
Muito frequentes (mais de 1 em 10):
- Reações cutâneas no local de aplicação: eritema, prurido, irritação, foliculite, habitualmente ligeiras e transitórias
- Policitemia (aumento do hematócrito), exige monitorização regular
Frequentes (1 a 10 em 100):
- Acne e pele oleosa
- Alopécia androgénica (aceleração da queda de cabelo em homens geneticamente predispostos)
- Alterações do humor, irritabilidade
- Aumento da próstata (hiperplasia benigna da próstata, HBP), com possível agravamento dos sintomas urinários
- Aumento do PSA (antigénio específico da próstata)
- Diminuição do volume testicular e da espermatogénese
- Ginecomastia (aumento do tecido mamário masculino)
- Perturbações do sono
Raros mas clinicamente relevantes:
- Eventos tromboembólicos: Trombose venosa profunda (TVP) e embolia pulmonar, especialmente associados a policitemia grave.
- Transferência de testosterona para terceiros: Contacto direto com a pele tratada pode causar virilização em mulheres (aumento do clitóris, acne, hirsutismo) e desenvolvimento sexual precoce em crianças. Usar roupa sobre a área de aplicação e lavar a pele antes do contacto.
- Agravamento da apneia do sono
- Hepatotoxicidade: Muito rara com formulações transdérmicas.
Interações medicamentosas
- Anticoagulantes orais (varfarina, acenocumarol): A testosterona pode potenciar o efeito anticoagulante, com risco de hemorragia. Monitorização frequente do INR necessária após início ou modificação da TRT.
- Insulina e antidiabéticos: A testosterona melhora a sensibilidade à insulina; pode ser necessário ajustar a dose de insulina ou antidiabéticos orais para evitar hipoglicemia.
- Corticosteroides: Aumento do risco de edema e policitemia com uso concomitante.
- Medicamentos que afetam os níveis de SHBG (proteína de ligação às hormonas sexuais): Os estrogénios aumentam a SHBG (reduzindo a fração livre de testosterona); os androgénios e esteroides reduzem-na.
- Tamoxifeno: Pode aumentar os níveis de testosterona.
- Inibidores da aromatase (anastrozol, letrozol): Usados em alguns protocolos de TRT para controlar a conversão de testosterona em estradiol; interação farmacodinâmica relevante.
Populações especiais
Mulheres: O Testavan está contraindicado em mulheres. A exposição à testosterona, mesmo em pequenas quantidades, pode causar virilização irreversível.
Mulheres em idade fértil que contactem com um utilizador de gel de testosterona devem ter especial cuidado para evitar o contacto com as zonas de aplicação.
Gravidez: A testosterona é teratogénica para fetos do sexo feminino (masculinização). Mulheres grávidas não devem tocar em zonas de pele onde o gel foi aplicado. Se o contacto ocorrer, lavar a pele imediatamente com água e sabão.
Crianças: O Testavan não está indicado em indivíduos com menos de 18 anos. A exposição acidental pode causar puberdade precoce irreversível.
Guardar o medicamento fora do alcance das crianças.
Em caso de exposição acidental de uma criança, contactar o SNS 24 (808 24 24 24) ou o Centro de Informação Antivenenos (800 250 250).
Idosos: Não são necessários ajustes de dose. No entanto, o risco de hiperplasia prostática benigna, cancro da próstata e policitemia aumenta com a idade; monitorização mais frequente recomendada.
Insuficiência hepática e renal: Dados limitados em doentes com insuficiência grave; utilizar com precaução e monitorização clínica estreita.
Monitorização médica
A terapia de substituição de testosterona requer monitorização regular e estruturada:
- Testosterona sérica: 2-4 semanas após início ou ajuste de dose; depois anualmente ou conforme indicado.
- Hemograma completo e hematócrito: Antes do início e a cada 6-12 meses. Suspender se hematócrito superior a 54% até normalização.
- PSA (Antigénio Específico da Próstata): Antes do início do tratamento e anualmente em homens com mais de 40 anos. Qualquer elevação significativa ou rápida do PSA justifica investigação urológica.
- Exame físico da próstata (toque retal): Antes do início e anualmente.
- Perfil lipídico: Antes do início e anualmente, a testosterona pode reduzir o HDL-colesterol.
- Função hepática: Antes do início e periodicamente.
- Densidade mineral óssea: Antes do início em doentes com osteopenia/osteoporose conhecida, repetir a cada 2-3 anos.
- Estado do humor e bem-estar: Avaliação subjetiva em cada consulta.
Armazenamento
Conservar abaixo de 30°C. Não congelar. Manter o frasco fechado quando não está a ser utilizado. Guardar fora do alcance de crianças e mulheres.
O gel inflamável, manter afastado de fontes de calor e chamas abertas. Não deitar fora na sanita ou no lixo doméstico, devolver à farmácia (sistema VALORMED).
Alternativas terapêuticas
As principais alternativas ao Testavan para TRT em Portugal incluem:
- Testogel: Gel de testosterona a 1% de aplicação nos ombros, braços e abdómen. Mais antigo no mercado, com sólido registo de segurança e eficácia.
- Injeções intramusculares de testosterona (undecanoato de testosterona, cipionato, enantato): Administração menos frequente (a cada 2-14 semanas consoante o éster), mas com picos e vales hormonais mais pronunciados.
- Undecanoato de testosterona oral (Andriol): Formulação oral com biodisponibilidade variável, menos eficaz que os géis na maioria dos estudos, mas preferida por alguns doentes pela facilidade de administração.
- Adesivos transdérmicos de testosterona: Disponíveis nalguns países europeus, com perfil de absorção similar aos géis.
Perguntas frequentes
O Testavan causa dependência?
A testosterona é uma hormona endógena. A terapia de substituição não causa dependência no sentido farmacológico.
No entanto, ao suprimir a produção endógena de testosterona pelo mecanismo de feedback, a interrupção abrupta pode causar síndrome de abstinência com agravamento dos sintomas de hipogonadismo.
A descontinuação deve ser sempre gradual e orientada pelo médico.
O gel de testosterona afeta a fertilidade?
Sim. A TRT suprime a secreção de LH e FSH pela hipófise, o que reduz significativamente a espermatogénese e pode causar azoospermia (ausência de espermatozoides) com consequente infertilidade.
Em homens que desejam fertilidade futura, devem ser discutidas alternativas (clomifeno, gonadotrofinas).
A espermatogénese pode recuperar após suspensão da TRT, mas pode demorar 6-18 meses e a recuperação não é garantida.
Quando começo a sentir os efeitos do Testavan?
Os efeitos da TRT surgem de forma gradual e diferente consoante o sintoma. A libido e o bem-estar podem melhorar em 3-4 semanas.
A composição corporal (músculo e gordura) muda mais lentamente, habitualmente em 3-6 meses. Os efeitos no osso requerem pelo menos 6-12 meses para serem mensuráveis.
Referências e fontes
- Infarmed, Autoridade Nacional do Medicamento: www.infarmed.pt
- SNS 24: 808 24 24 24 | www.sns24.gov.pt
- DGS, Direção-Geral da Saúde: www.dgs.pt
- European Association of Urology (EAU), Guidelines on Male Hypogonadism 2023
- Bhasin S et al. Testosterone Therapy in Men With Hypogonadism. J Clin Endocrinol Metab. 2018
- Resumo das Características do Medicamento (RCM), Testavan, EMA
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